Madrugada. Mais uma assim tão fria, silenciosa e úmida. Gotas. A chuva eu vejo como o nosso ápice. É como transbordar quando de tão cheio fica. Deixa esse amor transbordar, inundar. Deixa exalar os mais variados cheiros e sabores. Deixa provocar sons estrondosos. Quanto mais alto o som, mais chove, mais transborda. Trovões. Eu quero tempestades, temporais. Intensidade? Permita deixar molhar. Deixa chover. Ventania. Eu quero ventos arrebatadores causando estragos, movendo o sentimento, arrastando com toda a sua força e fúria para que o deixe mais vivo, demasiadamente forte, destemido. Medo. Ordeno um trovão ensurdecedor seguido de um relâmpago toda vez que ousar desistir de lutar. Quero-o como castigo de meus medos e anseios para depois, arrependida, correr para seus braços quentes e acolhedores. Garoa. Sempre há de terminar assim. Depois da chuva, a calmaria.
Acalma-me com a sua presença, amor.
"Com você fica tudo bem, Tudo Certo."
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